Sobre o blog e o autor

"- Tu, donde vens, e para onde vais?
- Venho da Cidade da Destruição, e dirijo-me para o Monte Sião.
- E como te chamas?
- Chamo-me agora Cristão; outrora chamei-me Privado-da-Graça.
"

O Peregrino, de John Bunyan.



Meu nome é Leandro Marcio Teixeira, sou cristão batista de orientação reformada, servidor público federal, morador de Porto Alegre/RS, casado, pai de um menino. Atualmente curso Direito na UFRGS.

Meu objetivo com este blog é analisar sob o ponto de vista cristão reformado aquilo que chega ao meu conhecimento - pelo trabalho, pela faculdade, pela mídia, pela igreja ou pelas pessoas com quem converso.

Já tive outro blog, chamado Liberdade é Pensar (http://liberdadeepensar.blogspot.com) que criei assim que me converti, em 2005/2006. À época, meu interesse era focado mais nas doutrinas da igreja. Como leitor ávido da Bíblia e de obras de conteúdo teológico, busquei analisar tudo aquilo que a igreja brasileira - principalmente a denominação a qual eu fazia parte naquele tempo - ensinava, pregava e vivia. Era uma busca da compreensão da fé que eu então possuía e também a propagação desta mesma fé. Uma grande mudança no andamento daquele blog aconteceu quando fui exposto às doutrinas da fé reformada, pelos idos de 2009, - e o professor que me introduziu neste “mundo novo” foi Charles Haddon Spurgeon, famoso pregador batista britânico do século XIX, através do texto “A Figueira Murcha”. Não recordo agora como foi que eu cheguei até ele, mas senti que as coisas seriam diferentes a partir daquela leitura. Revisei meus textos antigos e novos textos que refletiam minha mudança de compreensão da fé cristã foram produzidos.

Não mais publicarei naquele blog. E o motivo é simples, também decorrente daquilo que hoje creio. Nomeei o blog como “liberdade é pensar” porque supus, neófito que era, que a conversão era um acontecimento de responsabilidade inteiramente pessoal. O evangelho, segundo entendia, sendo exposto de forma clara e correta, deveria ser assentido de modo puramente intelectual, ou seja, se a pessoa raciocinasse direito, se converteria independentemente de uma ação miraculosa do Espírito Santo. A conversão era pra mim, portanto, uma questão de “aceitar Jesus no coração e na mente”, um consentimento a um Deus que queria me salvar, mas que precisava da minha autorização.

O nome também era uma ironia. Há uma categoria de pessoas céticas que por não crerem em Deus ou religião alguma se autointitulam “livres pensadores”. Para mim, liberdade para pensar era uma característica exclusiva dos salvos. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Liberdade é pensar segundo os moldes bíblicos. Se fosse somente este o motivo do nome talvez mantivesse o mesmo blog, pois ainda acredito nele. Mas entendi que, além do nome, os primeiros princípios e os fins do blog mudaram significativamente. E o nome que escolhi para este site reflete melhor, segundo vejo, esta nova fase.

Não apagarei o blog antigo. Ele ficará lá, para arquivo. Acho que tem coisa útil, e se alguém tirar proveito do que vai lá, que Deus seja glorificado.

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